As mil e uma imagens d`Os Espacialistas, presentes no Atlas do Corpo e da Imaginação de Gonçalo M. Tavares, saltaram do espaço do livro, na forma de um pequeno museu imaginário, para a mesa de trabalho do workshop “Palavras, Imagens e Espaços”, no âmbito do Círculo de Leitores de Imagens.
A partir delas, foi pedido aos estudantes que pensassem em palavras que pudessem sintetizar de algum modo a sua condição contemporânea de vida, do ponto de vista do corpo e do espaço; palavras capazes de se constituírem como reflexões arquitetónicas sobre temas de natureza social, pública e privada, de foro político, tecnológico, estético, afecional, lúdico, pessoal e cultural, presentes nas suas conversas do dia-a-dia.
Cada grupo misturou as palavras encontradas com uma dúzia de esquissos fotográficos espacialistas selecionados do livro, com o objetivo de em conjunto, palavras, imagens e objetos do laboratório Espacialista, se constituírem como mote conceptual de projeção imaginária de espaços.
Neste Salão Nobre, habitam agora doze porta-escalas que segregam espacialmente os verbos do habitar a várias escalas, como andar, conversar, plantar, jogar, construir, trabalhar, conviver, errar, repetir, misturar, confiar e desviar. Verbos presentes em relação permanente com as tecnologias de informação e comunicação, com as redes sociais e a inteligência artificial que nos condicionam os gestos, os movimentos e os afetos, e nos can(cela)m cada vez mais o corpo e o espaço (o nosso e o dos outros).
Acreditamos poeticamente que o ser humano habita enquanto conversa, desde a célula de habitar à pequena cabana da “Floresta Negra” contemporânea.
Os Espacialistas